A MELHOR ÁREA DO DIREITO PARA ADVOGADOS INICIANTES.

Rendimentos imediatos, alta demanda de clientes, poucos profissionais atuando na área, sem audiências de conciliação e instrução, poucas peças processuais. Na minha opinião, a melhor área do Direito para iniciar a carreira jurídica.

Cinco anos de faculdade, muitos livros, muitas provas, TCC, colação de grau, cursinhos para exame de ordem, prova da OAB, compromisso (não juramento) da advocacia e finalmente, a tão sonhada Carteira de Advogado.

E depois disso tudo, uma única dúvida: E AGORA, O QUE É QUE EU FAÇO?

Segundo dados da OAB1, 30% dos escritórios de advocacia abertos no Brasil durante o ano de 2017 encerraram as atividades antes de completarem um ano de atividade, devido à falta de clientes.

A quase totalidade desses escritórios não tinham uma área de especialidade jurídica e atuavam em todas as áreas, o que tradicionalmente é conhecido como “advogado clínico geral”.

O problema é que essas áreas (trabalhista, cível, criminal, previdenciário, consumidor) além da enorme concorrência, já possuem profissionais de destaque e que dominam esses setores, ficando para o advogado iniciante, geralmente, as “sobras de mercado”, que geralmente são constituídas por clientes que estão procurando por “preço” em vez de qualidade de serviço.

Outra característica é que essas áreas são de rendimento MEDIATO (a longo prazo), isso é, os honorários são recebidos somente ao final do processo, em percentuais que variam entre 20 e 30% sobre o valor recebido.

Essa não é uma característica ruim desde que o advogado tenha também rendimentos imediatos, pois as despesas pessoais e profissionais do advogado vencem mês a mês e não podem depender de um honorário futuro e incerto.

Se não houver a previsão de rendimentos IMEDIATOS e o advogado não dispuser de um caixa robusto para “bancar” sua advocacia no primeiro ano, infelizmente fará parte dos 30% de advogados que deixam a profissão todos os anos.

Então, para o advogado que está iniciando sua carreira jurídica ou abrindo seu escritório de advocacia, o ideal é contar com produtos jurídicos (ações) de rendimento IMEDIATO, para conseguir manter a estrutura de sua advocacia e produtos jurídicos de rendimento MEDIATO, que são destinados a investimentos, reformas, troca de equipamentos ou mesmo um fundo de rendimentos extra para o advogado.

Mas onde encontrar essa área?

Essa é a pergunta que nenhuma faculdade vai te responder!

O que eu vou sugerir a partir de agora, tem como base a minha experiência profissional como advogado de trânsito, professor de Direito de Trânsito e como mentor de advogados iniciantes, por isso, te convido a conhecer essa área.

DIREITO DE TRÂNSITO. COMO ASSIM?

O DIREITO DE TRÂNSITO É A MELHOR ÁREA PARA O ADVOGADO QUE ESTEJA INICIANDO SUA CARREIRA JURÍDICA OU MONTANDO SEU ESCRITÓRIO DE ADVOCACIA” (Vagner Oliveira).

Muito provavelmente, se você não acompanha os meus posts, você deve estar “torcendo o nariz” para essa afirmação, afinal de contas, você sequer estudou sobre Direito de Trânsito nos cinco anos de faculdade e provavelmente não tem noção da dimensão dessa área.

Mas pense bem:

Quantos advogados atuam na área cível, criminal, trabalhista ou previdenciário em sua cidade? Provavelmente 99% de todos os advogados.

E quantos atuam com a defesa de condutores e resoluções de problemas relacionados ao Direito de Trânsito?

Provavelmente NENHUM.

Então, antes de tirar suas conclusões e começar a atuar nas áreas em que todos os advogados estão atuando, preste atenção no que eu vou explicar e “deixe de seguir a boiada”.

HONORÁRIOS IMEDIATOS e MEDIATOS

Eu já disse anteriormente que o grande problema das áreas “tradicionais” do direito é o recebimento mediato (a longo prazo) dos honorários.

O Direito de Trânsito, via de regra, trabalha com honorários IMEDIATOS, tendo em vista a natureza das ações judiciais dessa área, que envolvem diretamente a defesa de condutores.

Como dirigir é uma necessidade, ainda mais quando se trata de condutores profissionais (motoristas de caminhão, transporte coletivo, táxis, uberes, motoboys, etc.) a relação “demanda x preço” funciona em favor do advogado de trânsito.

Explico.

A “demanda” de condutores penalizados com suspensão, cassação de habilitação, perda da carteira provisória ou fiscalizados na “lei seca” é extremamente alta e continua crescendo.

Junte-se a isso as recentes alterações do Código de Trânsito Brasileiro, que tornaram as penalidades ainda mais rigorosas, como a suspensão de 6 (seis) meses por acúmulo de pontos. Isso fez com que a procura por profissionais especializados praticamente quadruplicasse nos últimos dois anos.

Como o número de profissionais que atuam no direito de trânsito representa menos de 0,5% do número de advogados atuantes no Brasil, na cobrança dos honorários quem dita os valores que serão cobrados e a forma de pagamento é o advogado, vez que não existe concorrência.

Ou seja, “não existe barganha nos valores cobrados”.

Na prática, esse tipo de ação representa uma geração de receita mensal para os escritórios de advocacia e, para aqueles que estão começando, uma garantia de que ao final do mês haverá dinheiro em caixa para pagar as despesas do escritório e do advogado.

E não é só isso.

Algumas ações geram também a possibilidade da renda MEDIATA, ou seja, os honorários são percebidos ao final do processo, como nas ações de acidentes de trânsito, ações indenizatórias contra revendedoras de veículos e concessionárias, ações de restituição de multas de pessoas jurídicas e outras tantas mais.

Para esse tipo de ação, a cobrança é por percentual sobre o valore recebido ao final da demanda.

Então, nós temos no Direito de Trânsito ações que garantem o funcionamento do escritório, com honorários IMEDIATOS e ações que garantem uma renda extra, através de honorários MEDIATOS, que geralmente são valores que garantem investimentos em novos equipamentos, reforma do escritório, troca de equipamentos, abertura de filiais, etc.

É uma área, portanto, que reúne todas as necessidades do advogado iniciante.

MAS ONDE ESTÃO OS CLIENTES?

O grande dilema do advogado que deseja abrir um escritório de advocacia ou mesmo começar a atuar como advogado é justamente a INCERTEZA de que terá clientes suficientes para manter a advocacia funcionando e conseguir, ao final do mês, auferir uma renda suficiente que cubra as despesas do escritório e as despesas pessoais do advogado.

Nas “áreas tradicionais” do direito, como trabalhista, criminal ou previdenciário, devido à concorrência,  é o cliente quem escolhe “com qual” advogado deixará a sua demanda e isso proporciona uma disputa pelo menor preço, já que vários advogados estão disputando o mesmo cliente.

É o chamado “leilão ao inverso” ou “leilão de quem dá menos”.

Não importa se o advogado tem pós-graduação, mestrado ou doutorado, se o escritório é bonito ou não, se o serviço é diferenciado ou não. O cliente escolhe o advogado que cobrar o menor valor pelos seus honorários. Esse é o diferencial que vale para a maioria dos clientes dessas áreas.

No Direito de Trânsito não é essa a realidade.

Como são pouquíssimos os advogados especializados e que realmente podem resolver o problema apresentado, o cliente não tem o poder de escolha e não vai poder “barganhar” o preço que o advogado está cobrando pelos seus honorários.

Outro detalhe é que o advogado, na maioria das vezes, depende da sorte para que o cliente chegue ao seu escritório.

O Direito de Trânsito, por sua vez, trabalha com clientes específicos, com problemas específicos, o que torna mais fácil sua prospecção.

Mas onde estão esses clientes?

A grande vantagem do direito de trânsito é que as características do cliente que o advogado está buscando são as mesmas de outros setores profissionais que estão envolvidos indiretamente com a área, o que proporciona a chamada “parceria de compartilhamento de clientes”.

Diferentemente das outras áreas, onde o advogado fica “esperando” o cliente entrar em seu escritório, por sorte, porque achou seu anuncio no google ou porque foi indicado por um parente, no Direito de Trânsito o cliente é direcionado para o advogado através de seus parceiros comerciais.

Entenda:

Como os clientes têm sempre a mesma característica (1. Foram multados na Lei seca ou; 2. Tiveram o direito de dirigir suspenso ou; 3. Tiveram a carteira de habilitação cassada ou; 4. Tiveram a carteira provisória cancelada ou; 5. Venderam um veículo e estão sendo penalizados com multas cometidas pelo atual comprador ou; 6. São pessoas jurídicas penalizadas com multas por não indicar condutor), fica muito fácil encontrá-los, pois são os mesmos clientes de Autos Escolas, Despachantes, Sindicatos do Transporte, Associação de Transportadoras, locadoras de veículos, etc.

E quantas auto escolas existem em sua cidade? Várias. E quantos despachantes? Dezenas. E quantos sindicatos ou associações da área de transportes? Inúmeros.

É muito fácil fechar com esses setores um CONTRATO DE PARCERIA, para que cada um deles compartilhe os clientes com você.

E a chance de sair de uma reunião com esses setores já com clientes em vista é muito grande.

Então, além de proporcionar honorários imediatos, o Direito de Trânsito é a área do direito mais fácil de fazer a prospecção de clientes, trazendo retornos financeiros já no primeiro mês de atuação.

E O CUSTO DE CADA AÇÃO?

Outro detalhe é que cada tipo de ação demanda um investimento de tempo por parte do advogado.

Só que a maioria não sabe dizer exatamente quanto vale cada minuto de seu tempo antes de precificar uma ação e acabam dando os preços dos honorários com base no famoso “chutômetro”.

Os preços dos honorários devem cobrir todos os custos da advocacia, impostos, comissões, pagar as despesas fixas, ajudar a sobrar dinheiro para futuros investimos e gerar o lucro.

E tudo isso, dentro de uma capacidade produtiva, ou seja, o advogado não pode pretender ganhar honorários com base no volume de serviços.

Por exemplo, um advogado trabalha das 8:00 às 18:00 horas todos os dias úteis, com duas horas para intervalo de almoço, totalizando 8 horas de trabalho diário.

Entretanto, os 30 minutos iniciais são para ambientação e organização do dia de trabalho, o que reduz sua capacidade produtiva de 8 para 7 horas e meia.

Outros 30 minutos do dia são gastos com pausa para descanso, café, água, banheiro, que são necessidades normais de cada pessoa.

Ou seja, restaram 7 horas produtivas no dia de trabalho.

Contando o tempo gasto com o cumprimento dos prazos judiciais (1 h), atendimentos a clientes no escritório (1h30 – média para 3 clientes), mensagens de whatsapp e e-mails (30 min), sobram apenas 4 horas realmente produtivas para o advogado.

Levando em consideração que um mês, em média, possui 22 (vinte e dois) dias úteis de trabalho, a quantidade máxima de horas produtivas do advogado é de 88 horas.

Assim, se uma advocacia possui um custo fixo total de R$ 7.000,00 (sete mil reais), entre aluguel, funcionários, impostos, despesas fixas e despesas variáveis e retirada mensal do advogado, que é a média para um escritório pequeno, dividindo o valor do custo fixo pela quantidade de horas produtivas, a hora trabalhada do advogado desse escritório custa R$ 79,54 (setenta e nove reais, cinquenta e quatro centavos).

Esse valor é só para cobrir os custos da advocacia, atingindo o “ponto de equilíbrio” financeiro, no qual não há lucro mas também não gera prejuízos.

Vamos pegar, por exemplo, uma ação de indenização por dano moral com base no Código de Defesa do Consumidor, que necessite de audiência de conciliação e de instrução.

Para produzir uma boa peça inicial, o advogado gasta em média, 30 minutos atendendo o cliente, mais 2 horas produzindo a peça. Para selecionar documentos, conferir o check-list e protocolar a ação, mais 30 minutos.

Numa audiência de conciliação (que deveria ser rápida), o advogado perde, entre o deslocamento ida/volta ao fórum e tempo de audiência, em média, 2 horas fora de seu escritório, à disposição de um único cliente.

Ainda gastará 30 minutos para produzir uma peça de impugnação à contestação, no caso de não ocorrer a conciliação.

Na audiência de instrução o tempo médio que o advogado permanece fora de seu escritório, sobe para cerca de 3 horas.

Sendo procedente o pedido, ainda gastará mais 30 minutos para elaborar uma contrarrazão, no caso de recurso de apelação. Finalizada a ação, o advogado ainda gastará em média 1 hora para levantamento de alvará.

Isso totaliza 10 horas de tempo do advogado ou R$795,40 (setecentos e noventa e cinco reais, quarenta centavos) de custo para essa ação.

Se o advogado, ao final do processo, obteve êxito na demanda e conseguiu uma indenização de R$ 5.000 (cinco mil reais) para o seu cliente, cobrando a média de 20% de honorários, terá auferido um lucro de pouco mais de R$ 200,00 (duzentos reais) nessa ação.

Parece pouco?

Se você não fizer esse calculo de custos da ação, terá a impressão que houve lucro de 1.000 reais com essa ação e isso dará uma falsa sensação de que compensa esse tipo de demanda para o escritório.

Outro detalhe, lembre-se que esse tipo de ação é de honorários MEDIATOS, ou seja, além de oferecer um retorno financeiro baixo, o advogado ainda terá que esperar cerca de um ano (ou mais, dependendo do Estado) para receber esses valores.

Justamente por isso que 30% dos advogados encerram suas atividades antes de completarem o primeiro ano de advocacia, por falta de projeção dos custos e dos rendimentos da advocacia.

O Direito de Trânsito, ao contrário, trabalha na maioria dos casos com valores de honorários IMEDIATOS, sem percentual pelos valores recebidos, já que a maioria das ações não envolve pedidos de indenização.

Como são ajuizadas, geralmente, contra um órgão de trânsito, no juizado especial da fazenda pública e esses órgãos não podem transacionar, não existe audiência de conciliação e como são provas documentais, permite o julgamento antecipado da lide, sem audiência de instrução.

Entendeu? Não há audiência de conciliação e instrução.

Ou seja, o tempo gasto pelo advogado em uma ação de Direito de Trânsito é, em média, de 3 horas.

Portanto, uma ação de CASSAÇÃO DE HABILITAÇÃO, onde se cobra em média R$ 3.500 (três mil e quinhentos reais) representa um lucro de quase 1.800% por ação.

Lembrando: Esses honorários são IMEDIATOS, o que traz tranquilidade para o advogado ou para o escritório de advocacia em relação aos seus custos mensais.

E O RISCO PARA O CLIENTE

Para finalizar, o risco da ação para o cliente é ZERO.

Isso porque, envolve o juizado especial da fazenda pública, dispensando o pagamento das custas judiciais e o pagamento de honorários de sucumbência no caso de improcedência da ação.

Ou seja, não há riscos para o cliente.

CONCLUSÃO

Rendimentos imediatos, alta demanda de clientes, poucos profissionais atuando na área, sem audiências de conciliação e instrução, poucas peças processuais. Na minha opinião, a melhor área do Direito para iniciar a carreira jurídica. 

Quer saber mais sobre essa área? 

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1Disponível em: https://www.terra.com.br/noticias/dino/numero-de-escritorios-de-advocacia-fechados-aumenta-no-brasil,52d5396e14784e5f630c7097c8588627dhmljp8t.html

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